Um fenômeno presente em todo o mundo principalmente a partir da revolução industrial, a urbanização é, sem duvidas, uma realidade em todos os países.
No Brasil, de inicio um pais marjoritariamente agrário, o desenvolvimento de estruturas urbanas deu-se de maneira peculiar perante a realidade da América Latina. Com carater policefálico tanto por sua extensão terrorial quanto pela sua diversidade sócio-cultural que "durante muitos séculos, um grande arquipelogo formado por subespaços segundo a lógica própria"(Santos 1993, p26) houve essa diferenciação.
O pais desenvolveu-se ao longo de séculos com vários centros urbanos que oscilavam a importância urbana/econômica (de acordo com ciclos), mas nunca havendo um único centro, por exemplo: a primeira rede urbana das Américas, formada, junto com a capital baiana, por Cachoeira, Santo Amaro e Nazaré(Santos 1993, p. 17)
Outro carater importante da urbanização(pretérita, segundo Santos) é "a cidade torna-se locus da regulação do que se faz no campos"(Santos 1993, p.52) da mais distintas maneiras desde a produção industrial básica até a produção intelectual, desenvolvendo o campo "tudo isso faz com que a cidade local deixe de ser no campo e se transforma na cidade do campo"(Santos 1993, p.52) uma vez que o campo cada vez mais cientifico e consumidor desenvolve-se uma relação de consumo simbiótico (não menos contraditório) com a cidade.
O consumo produtivo rural não se adapta as cidades, mas, ao contrário, às adapta. esta são chamadas a dar respostas particulares às necessidades das produções particulares, e daí a maior diferenciação entre as cidades. (Santos 1993, p. 56)
quarta-feira, 17 de junho de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
Blade Runner, Los Angeles e o Brasil
Aluno: Victor Santana Gonçalves
Geografia urbana – matutino
Docente:Maria Encarnação Beltrão Sposito
As problemáticas das interrelações manifestada pelas diferentes classes sociais e ou grupos heterogênicos dividindo o mesmo sítio urbano, implica o questionamento de paradigmas como a (in)segurança urbana que, desde meados de 1980, formaram e ainda formam segmentações e fragmentações nas grandes e medias cidades.
Um ponto onde há um dialogo entre a ficção Blade Runner, a realidade urbana de Los Angeles e o contexto das cidades brasileiras é a estigmação social e espacial, ou seja, o determinismo formado pelo senso comum de bases étnicas e econômicas: se for morador de um determinado bairro, sobretudo bairros pobre, será taxado de criminoso ou vagabundo. Quando, na verdade, essa tese determinista é apenas um olhar preconceituoso de uma classe dominante.
A arquitetura e os princípios helenísticos propunham a cidade como um espaço comum a todos, propício para que haja a socialização e o desempenho de diversas tarefas como comércio e discussões filosóficas. Essa visão de cidade como espaço dos convívios sociais transformou-se, e muito, nos últimos 2500 anos em diferentes períodos, como o império romano, a idade média, renascimento e a revolução industrial.
No livro Ecologia Do Medo, Davis descreve bem as maneiras inseguras e desarranjadas que a cidade de Los Angeles se acomodou a partir da implantação de politicas de desconfiança e vetos a liberdade e o direitos cívicos como por exemplo a política "Tolerância Zero" a qual todos eram vigiados, vigiadores e suspeitos com pretexto de melhorar a segurança urbana e diminuir a violência, quando na verdade “foi apenas um acolchoamento do bunker”D.Mike. No Brasil a questão não e menos abominável: Câmeras de vigilância por todos os lados, lugares demarcados onde não se pode circular mesmo sendo, por lei, públicas, a desconfiança continua entre os civis, e o preconceito com a população residente das periferias paulistana, por exemplo: dentro dos shopping center onde reúne todas essas características citadas.
A presença de um poder paralelo e a ausência do estado desencadeou processos históricos peculiares e distinto em diversos estados sempre financiados pelo trafico de drogas, jogos ilícito e fraudes fiscais. No filme The Good Father (traduzido para o português como O Poderoso Chefão) é representado a máfia italiana atuando na América no início do século XX, comandada por um poder paralelo centralizado com apoio de agentes governamentais corruptos, sempre conflituosos com outras facções na disputa pelo domínio de regiões na cidade.
O filme Cidade De Deus pode ser um exemplo didático para o caso brasileiro da criminalidade e ainda mais: nele e mostrado logo no inicio do longa a segregação espacial de um determinado grupo da classe baixa, retirados de uma área, pela especulação imobiliária urbana, que já ocupava a mais tempo e deslocados para uma região periférica sem infra-estrutura básica, o desenvolvimento da cidade de deus foi paralelo ao desenvolvimento do trafico, sua problemática e a estigmação de sua população.
Na capital paulista e seu centro também trás a questão da desarmonização do sítio urbano que correlacionam-se somente ao tratar-se da relação empregado-patrão: bairros como bela vista e Bixiga, onde há um grande número de desentendes de italianos e nordestinos ambos de classe média e baixa com o advento de cortiços em certos pontos, são vizinhos de bairros como Vila Mariana, Cerqueira César e Jardins tradicionalmente das classes altas, as relações entre esses bairros ricos e pobres são raras apesar da proximidade, não consomem-se uns aos outros ao tratar-se do espaço, cultura e lazer. Bairros como Vila Nova Conceição e Jardim Europa não são condomínios de ruas fechadas, entretanto a circulação dos não-residentes é controlada tanto por horários de transporte coletivo quanto por sistemas complexos de vigilância.
Ainda na capital paulista o caso mais recente da insegurança urbana é dentro das escolas: a secretaria da educação do governo Serra anuncia: instalação de câmeras em várias escolas estaduais, para inibir a “violência”. O aluno anda pelo pátio e terá a garantia de um olho eletrônico na sua direção. O estado quer inovar, fazendo com que o ambiente se assemelhe a um Shopping ou um banco. Ou ainda um presídio. Sem ter uma proposta pedagógica eficiente*.
A esquematização das cidades nos moldes da proposta de Mike Davis fez em seu trabalho, mostra que a realidade de Los Angeles contextualizada em nossa cultura não se altera em sua estrutura, veríamos que os problemas não são exclusivos apenas de uma só metrópole e sim de muitas outras no mundo.
* Adaptado de opalpiteiro.blogspot.com/
Geografia urbana – matutino
Docente:Maria Encarnação Beltrão Sposito
As problemáticas das interrelações manifestada pelas diferentes classes sociais e ou grupos heterogênicos dividindo o mesmo sítio urbano, implica o questionamento de paradigmas como a (in)segurança urbana que, desde meados de 1980, formaram e ainda formam segmentações e fragmentações nas grandes e medias cidades.
Um ponto onde há um dialogo entre a ficção Blade Runner, a realidade urbana de Los Angeles e o contexto das cidades brasileiras é a estigmação social e espacial, ou seja, o determinismo formado pelo senso comum de bases étnicas e econômicas: se for morador de um determinado bairro, sobretudo bairros pobre, será taxado de criminoso ou vagabundo. Quando, na verdade, essa tese determinista é apenas um olhar preconceituoso de uma classe dominante.
A arquitetura e os princípios helenísticos propunham a cidade como um espaço comum a todos, propício para que haja a socialização e o desempenho de diversas tarefas como comércio e discussões filosóficas. Essa visão de cidade como espaço dos convívios sociais transformou-se, e muito, nos últimos 2500 anos em diferentes períodos, como o império romano, a idade média, renascimento e a revolução industrial.
No livro Ecologia Do Medo, Davis descreve bem as maneiras inseguras e desarranjadas que a cidade de Los Angeles se acomodou a partir da implantação de politicas de desconfiança e vetos a liberdade e o direitos cívicos como por exemplo a política "Tolerância Zero" a qual todos eram vigiados, vigiadores e suspeitos com pretexto de melhorar a segurança urbana e diminuir a violência, quando na verdade “foi apenas um acolchoamento do bunker”D.Mike. No Brasil a questão não e menos abominável: Câmeras de vigilância por todos os lados, lugares demarcados onde não se pode circular mesmo sendo, por lei, públicas, a desconfiança continua entre os civis, e o preconceito com a população residente das periferias paulistana, por exemplo: dentro dos shopping center onde reúne todas essas características citadas.
A presença de um poder paralelo e a ausência do estado desencadeou processos históricos peculiares e distinto em diversos estados sempre financiados pelo trafico de drogas, jogos ilícito e fraudes fiscais. No filme The Good Father (traduzido para o português como O Poderoso Chefão) é representado a máfia italiana atuando na América no início do século XX, comandada por um poder paralelo centralizado com apoio de agentes governamentais corruptos, sempre conflituosos com outras facções na disputa pelo domínio de regiões na cidade.
O filme Cidade De Deus pode ser um exemplo didático para o caso brasileiro da criminalidade e ainda mais: nele e mostrado logo no inicio do longa a segregação espacial de um determinado grupo da classe baixa, retirados de uma área, pela especulação imobiliária urbana, que já ocupava a mais tempo e deslocados para uma região periférica sem infra-estrutura básica, o desenvolvimento da cidade de deus foi paralelo ao desenvolvimento do trafico, sua problemática e a estigmação de sua população.
Na capital paulista e seu centro também trás a questão da desarmonização do sítio urbano que correlacionam-se somente ao tratar-se da relação empregado-patrão: bairros como bela vista e Bixiga, onde há um grande número de desentendes de italianos e nordestinos ambos de classe média e baixa com o advento de cortiços em certos pontos, são vizinhos de bairros como Vila Mariana, Cerqueira César e Jardins tradicionalmente das classes altas, as relações entre esses bairros ricos e pobres são raras apesar da proximidade, não consomem-se uns aos outros ao tratar-se do espaço, cultura e lazer. Bairros como Vila Nova Conceição e Jardim Europa não são condomínios de ruas fechadas, entretanto a circulação dos não-residentes é controlada tanto por horários de transporte coletivo quanto por sistemas complexos de vigilância.
Ainda na capital paulista o caso mais recente da insegurança urbana é dentro das escolas: a secretaria da educação do governo Serra anuncia: instalação de câmeras em várias escolas estaduais, para inibir a “violência”. O aluno anda pelo pátio e terá a garantia de um olho eletrônico na sua direção. O estado quer inovar, fazendo com que o ambiente se assemelhe a um Shopping ou um banco. Ou ainda um presídio. Sem ter uma proposta pedagógica eficiente*.
A esquematização das cidades nos moldes da proposta de Mike Davis fez em seu trabalho, mostra que a realidade de Los Angeles contextualizada em nossa cultura não se altera em sua estrutura, veríamos que os problemas não são exclusivos apenas de uma só metrópole e sim de muitas outras no mundo.
* Adaptado de opalpiteiro.blogspot.com/
domingo, 24 de maio de 2009
As duas faces da mesma moeda, o falso progresso e o trabalho pelo consumo. [rascunho]
Analisar questões ligadas às problemáticas urbanas a partir da metade do século XX, utilizando cancões do movimento tropicália, que vão além da “faceta” simplória de caráter inovador, para explicar fenômenos sociais como a alienação do trabalhador/consumidor; o encantamento que a cidade causa por meio do vislumbramento das grandes construções citadinas e a industrialização. não sera uma questão muito simples, mas muito enriquecedora, para isso abordaremos uma canção do compositor poeta Tom Zé “Parque Industrial”
Em “Parque Industrial” O compositor se questiona se de fato esse avanço existe e em que medida ele apaga nossos arcaísmos. (Scheeren, 2005, p.7). Os primeiros versos apresentam a dicotomia entre um pais rural com sua cultura regional muito ligado a religiosidade e as inovações tecnológicas em meio ao regime militar.
Retocai o céu de anil
Bandeirolas no cordão
Grande festa em toda a nação.
“bandeirolas no cordão”, sucedido por “grande festa em toda nação”, indica os preparativos para uma Festa de São João (pois esse tipo de comemoração comumente tem como decoração pequenas bandeiras coloridas), evento importante da cultura brasileira, especialmente nos estados do nordeste. As bandeirinhas penduradas em cordões representam a união entre a nação brasileira," (MONAUAR, Meggie. 2008, p. 19). União, essa que passível de outras leituras tendo a união do povo brasileiro falsamente proposta pelos militares e “festas” em toda a nação, onde festa não está relacionada com festividades e sim controle sobre toda a nação.
Despertai com orações
O avanço industrial
Vem trazer nossa redenção.
O dialogo entre a religiosidade popular brasileira e a industrialização capitalista, onde o “progresso” é alavancado através de ações divinas, pois, o avanço industrial é despertado pelas orações que nos trazem nossa redenção, a salvação através da industrialização . A proposta do autor não é mostrar que a religiosidade causou a industrialização e sim que é contraditória a relação entre os dois, religioso/popular x industrialização/capitalista.
“ ironicamente, o “avanço industrial” será despertado por orações(...) Esse avanço trará redenção, o mesmo que salvação, já que indústria é sinônimo de modernidade e, conseqüentemente, de desenvolvimento, especialmente econômico.” (MONAUAR, Meggie, 2008).
Tem garota-propaganda
Aeromoça e ternura no cartaz,
Basta olhar na parede,
Minha alegria
Num instante se refaz
Nesse estrofe da canção nos deixa a mensagem implícito do consumidor sendo alienado induzido pelas propagandas ufanistas do desenvolvimento, pois, “Tem garota-propaganda/ Aeromoça e ternura no cartaz” a garota-propaganda e as aeromoças são “satiricamente” usadas pelo autor como exemplo de prosperidade iludindo o proletariado induzindo-o ao trabalho para o consumo.
Pois temos o sorriso engarrafadão
Já vem pronto e tabelado
É somente requentar
E usar,
É somente requentar
E usar,
Porque é made, made, made, made in Brazil.
Porque é made, made, made, made in Brazil.
A Industrialização e a coisificação do homem onde perde sua individualidade, a personificação, onde nada e organico e sim industrial, o uso e a repetição da palavra de língua inglesa e outro aspecto da ironia usada pelo compositor. “Tom Zé brinca com a ideologia nacional-popular, visto que esta abominava qualquer indício da cultura americana no solo brasileiro. Aceitar o imperialismo era o mesmo que abençoar a ditadura. Assim, ao colocar palavras da língua inglesa e cantá-las, por exemplo, no refrão, com irreverência e dramaticidade, o intérprete demonstra as contradições do ufanismo da canção de protesto, evidenciando que não se tratava apenas de render-se ou não à dominação estrangeira, mas de poder perceber que alguns elementos americanos, como as palavras, já faziam parte da identidade nacional.”(Scheeren, 2005, p.)
A revista moralista
Traz uma lista dos pecados da vedete
E tem jornal popular que
Nunca se espreme
Porque pode derramar.
É um banco de sangue encadernado
Já vem pronto e tabelado,
É somente folhear e usar,
É somente folhear e usar.
Mesmo com todos os esforços ufanistas politico-militar de romper com o arcaico e modernizar o Brasil ainda há uma moralidades “carolas” exemplificado no verso “Traz uma lista dos pecados da vedete” outro ponto notável a sátira da realidade onde há um perverso consumo de “informações” sensacionalista fora de qualquer contexto de informação relevantes, exemplificado em: E tem jornal popular que/Nunca se espreme/Porque pode derramar .“não é contradito pelos novos meios técnicos, mas reforçado por eles [...]. Um veículo de comunicação impresso que poderia ser tomado como índice de modernidade limita-se a reproduzir nossa moral arcaica” (TEIXEIRA, 1993, p. 61-62)” Terminando mais uma vez a estrofe fazendo referencias ao consumo de materiais industrializados, prático e acessível.
Essa, entre outras, são cancões do álbum “tropicalia ou panis et circense” cheias de mensagens subliminares passiveis de inúmeras interpretações.
Bibliografia
MONAUAR, Meggie Cardoso. Antropofagia, tropicália e a arte da coragem, centro universitário ibero-americano. 2008
TEIXEIRA, Jerônimo. O liquidificador de acarajés: Tropicalismo e indústria cultural. In:
MALTZ, Bina Friedman: TEIXEIRA, Jerônimo e FERREIRA, Sérgio L. P. Antropofagia
e Tropicalismo. Porto Alegre: da Universidade/UFRGS, 1993.
HOLLANDA, Heloísa Buarque de. O susto tropicalista na virada da década. In:_______.
Impressões de Viagem. São Paulo: Brasiliense, 1981.
SCHEEREN, Andréia. Caleidoscópio estético: o nacional-popular e a antropofagia tropicalista, PPG-LET-UFRGS – Porto Alegre – Vol. 01 N. 01 – jul/dez 2005
Em “Parque Industrial” O compositor se questiona se de fato esse avanço existe e em que medida ele apaga nossos arcaísmos. (Scheeren, 2005, p.7). Os primeiros versos apresentam a dicotomia entre um pais rural com sua cultura regional muito ligado a religiosidade e as inovações tecnológicas em meio ao regime militar.
Retocai o céu de anil
Bandeirolas no cordão
Grande festa em toda a nação.
“bandeirolas no cordão”, sucedido por “grande festa em toda nação”, indica os preparativos para uma Festa de São João (pois esse tipo de comemoração comumente tem como decoração pequenas bandeiras coloridas), evento importante da cultura brasileira, especialmente nos estados do nordeste. As bandeirinhas penduradas em cordões representam a união entre a nação brasileira," (MONAUAR, Meggie. 2008, p. 19). União, essa que passível de outras leituras tendo a união do povo brasileiro falsamente proposta pelos militares e “festas” em toda a nação, onde festa não está relacionada com festividades e sim controle sobre toda a nação.
Despertai com orações
O avanço industrial
Vem trazer nossa redenção.
O dialogo entre a religiosidade popular brasileira e a industrialização capitalista, onde o “progresso” é alavancado através de ações divinas, pois, o avanço industrial é despertado pelas orações que nos trazem nossa redenção, a salvação através da industrialização . A proposta do autor não é mostrar que a religiosidade causou a industrialização e sim que é contraditória a relação entre os dois, religioso/popular x industrialização/capitalista.
“ ironicamente, o “avanço industrial” será despertado por orações(...) Esse avanço trará redenção, o mesmo que salvação, já que indústria é sinônimo de modernidade e, conseqüentemente, de desenvolvimento, especialmente econômico.” (MONAUAR, Meggie, 2008).
Tem garota-propaganda
Aeromoça e ternura no cartaz,
Basta olhar na parede,
Minha alegria
Num instante se refaz
Nesse estrofe da canção nos deixa a mensagem implícito do consumidor sendo alienado induzido pelas propagandas ufanistas do desenvolvimento, pois, “Tem garota-propaganda/ Aeromoça e ternura no cartaz” a garota-propaganda e as aeromoças são “satiricamente” usadas pelo autor como exemplo de prosperidade iludindo o proletariado induzindo-o ao trabalho para o consumo.
Pois temos o sorriso engarrafadão
Já vem pronto e tabelado
É somente requentar
E usar,
É somente requentar
E usar,
Porque é made, made, made, made in Brazil.
Porque é made, made, made, made in Brazil.
A Industrialização e a coisificação do homem onde perde sua individualidade, a personificação, onde nada e organico e sim industrial, o uso e a repetição da palavra de língua inglesa e outro aspecto da ironia usada pelo compositor. “Tom Zé brinca com a ideologia nacional-popular, visto que esta abominava qualquer indício da cultura americana no solo brasileiro. Aceitar o imperialismo era o mesmo que abençoar a ditadura. Assim, ao colocar palavras da língua inglesa e cantá-las, por exemplo, no refrão, com irreverência e dramaticidade, o intérprete demonstra as contradições do ufanismo da canção de protesto, evidenciando que não se tratava apenas de render-se ou não à dominação estrangeira, mas de poder perceber que alguns elementos americanos, como as palavras, já faziam parte da identidade nacional.”(Scheeren, 2005, p.)
A revista moralista
Traz uma lista dos pecados da vedete
E tem jornal popular que
Nunca se espreme
Porque pode derramar.
É um banco de sangue encadernado
Já vem pronto e tabelado,
É somente folhear e usar,
É somente folhear e usar.
Mesmo com todos os esforços ufanistas politico-militar de romper com o arcaico e modernizar o Brasil ainda há uma moralidades “carolas” exemplificado no verso “Traz uma lista dos pecados da vedete” outro ponto notável a sátira da realidade onde há um perverso consumo de “informações” sensacionalista fora de qualquer contexto de informação relevantes, exemplificado em: E tem jornal popular que/Nunca se espreme/Porque pode derramar .“não é contradito pelos novos meios técnicos, mas reforçado por eles [...]. Um veículo de comunicação impresso que poderia ser tomado como índice de modernidade limita-se a reproduzir nossa moral arcaica” (TEIXEIRA, 1993, p. 61-62)” Terminando mais uma vez a estrofe fazendo referencias ao consumo de materiais industrializados, prático e acessível.
Essa, entre outras, são cancões do álbum “tropicalia ou panis et circense” cheias de mensagens subliminares passiveis de inúmeras interpretações.
Bibliografia
MONAUAR, Meggie Cardoso. Antropofagia, tropicália e a arte da coragem, centro universitário ibero-americano. 2008
TEIXEIRA, Jerônimo. O liquidificador de acarajés: Tropicalismo e indústria cultural. In:
MALTZ, Bina Friedman: TEIXEIRA, Jerônimo e FERREIRA, Sérgio L. P. Antropofagia
e Tropicalismo. Porto Alegre: da Universidade/UFRGS, 1993.
HOLLANDA, Heloísa Buarque de. O susto tropicalista na virada da década. In:_______.
Impressões de Viagem. São Paulo: Brasiliense, 1981.
SCHEEREN, Andréia. Caleidoscópio estético: o nacional-popular e a antropofagia tropicalista, PPG-LET-UFRGS – Porto Alegre – Vol. 01 N. 01 – jul/dez 2005
sábado, 14 de fevereiro de 2009
vento..............uva...... boca....... azul.......... sofá
ve ....... castelo - cobra - bola - sapato - coelho - robo
to ......olho - cavalo - urso - plastico - sorvete - ovo - boneca
o .......... caneta - porta - palavra - gelo - largatixa - maçã - árvore
ven ..............chocolate - número - melão - relógio- dinheiro
o ...........................chuva . água . gota . lágrima . pingo
to ...........................chuva . água . gota . lágrima . pingo
ento ........................ chuva . água . gota . lágrima . pingo
vento .........................chuva . água . gota . lágrima . pingo
nto ve ..........................chuva . água . gota . lágrima . pingo
o vento ..........................chuva . água . gota . lágrima . pingo
.........................................chuva . água . gota . lágrima . pingo
isso é quase um poema concreto, isso é quase um poema concreto, isso é
quase um poema concreto, isso é quase um poema.isso é quase, isso poema,
isso concreto, quase, concreto isso é concreto, quase concreto, quase poema,
concreto. apenas palavras tomando forma auma coisa nem tão concreta
ve ....... castelo - cobra - bola - sapato - coelho - robo
to ......olho - cavalo - urso - plastico - sorvete - ovo - boneca
o .......... caneta - porta - palavra - gelo - largatixa - maçã - árvore
ven ..............chocolate - número - melão - relógio- dinheiro
o ...........................chuva . água . gota . lágrima . pingo
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isso é quase um poema concreto, isso é quase um poema concreto, isso é
quase um poema concreto, isso é quase um poema.isso é quase, isso poema,
isso concreto, quase, concreto isso é concreto, quase concreto, quase poema,
concreto. apenas palavras tomando forma auma coisa nem tão concreta
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Cidade de São Paulo a partir do seu centro histórico
Problematizar e analisar o tema das desigualdades no espaço intra-urbano do centro da capital paulista. Em um primeiro momento, e de maneira empírica, através do trabalho de campo realizado no no XV - Encontro Nacional dos Geógrafos, ENG de 2008, consultamos artigos em arquitetura e urbanismo (CONSTRUÇÃO E DESCONSTRUÇÃO DO CENTRO PAULISTANO – Campos, Cândido Malta), entre outras fontes como Wikipédia. Mais restrito estiveram presentes às questões relacionadas ao contexto histórico e do desenvolvimento e suas resultantes como processo de produção do espaço urbano central.
Analisando a Cidade de São Paulo a partir do seu centro histórico, observamos que, não foi ao acaso que a missão dos Jesuítas se instalou naquela região.
Historiadores afirmam que a “Companhia de Jesus”, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalaram a serra do mar fugindo de tribos indígenas litorâneas e um ano mais tarde chegaram ao planalto Piratininga onde encontraram um lugar de ar frio e temperado como na Europa, pode-se observar que é uma área privilegiada, pois está entre rios importantes para aquela época(Anhangabaú e Tamanduateí) fazendo com que eles se tornassem uma segurança natural contra invasões.
Longe do litoral com solo naturalmente inadequado para o cultivo de produtos de exportação a Vila ficou estagnada e isolada economicamente durante o período da colonização. Sendo apenas um centro religioso, por isso, observa-se que ao redor do Pátio do Colégio, onde foi fundada a vila, uma concentração significativa de Igrejas em um perímetro relativamente curto para os dias de hoje, das mais diferentes ordens, entretanto todas cristã-católicas.
Saltando historicamente para a data de 1870, com o avanço do café a colina onde hoje corresponde ao centro velho reunia e supria todas as necessidades das mais variadas funções e abrigava a maior parte da população, posteriormente o advento ferroviário entre 1867 e 1875 a ampliação urbana cresceu assustadoramente, ultrapassando a acrópole histórica paulistana com a expansão e consolidação das vias novas ou revitalização das já existentes.
A notória diferença socioeconômica dada pela especulação imobiliária das elites paulistanas que fizeram das regiões sul, sudoeste e oeste as mais favorecidas, topograficamente mais viáveis; deixando a região norte e leste com as ferrovias e a várzeas inundáveis que só se desvalorizavam, tornando uma região altamente voltada à moradia popular e a industrialização. A dialética entre sul/oeste e norte/leste estão presente diretamente representados entre ricos e pobres, valorizados e desprestigiados da área central predominante até hoje.
Em 1890 intensificou as políticas de “saneamento” que tendiam a expulsão de moradores indesejáveis como mendigos, cortiços, operários e prostituição.“A Lei Municipal 498, de 28 de agosto de 1899, estabeleceu prescrições para construção de casas operárias, com padrões mínimos de habitabilidade e isenção de impostos, fora do perímetro urbano central.” Trazendo novamente as elites ao centro.
O crescente tráfego e novos padrões estéticos espaciais inspirados nos bulevares parisienses, as ruas do atual centro antigo foram alargadas e niveladas, entre 1895 e 1930 revigorando o desempenho do “triângulo” da rua direita, ria São Bento e Quinze de Novembro.
Organizado e saneado com incentivos fiscais o centro torna-se lugar atrativo ao possuidores de capitais agroexportador.
Com o pós-guerra a acrópole paulistana não comportava mais no perímetro do seu “triangulo” as pressões dos avanços capitalistas. Houve então a expansão para “novas” centralidades, e a estruturação capaz para suportar a nova fase socioeconômica que atravessa a cidade.
Fatos marcantes foram a verticalização da colina central que já não comportava mais as escalas estéticas européias, os primeiros “arranha-céus”: Sampaio Moreira, Martinelli, Saldanha Marinho e outros.
O alargamento de avenidas como 9 de julho e Xavier Toledo e a substituição de um novo viaduto do Chá por uma estrutura de maior capacidade, esse plano tinha como finalidade “estrurar uma expansão do centro em grande escala, por meio de um anel viário formado por largas avenidas circundando o centro histórico sem penetrá-lo, articulando artérias radiais que acessariam os diferentes quadrantes da cidade.” (Maia, Francisco P.1930).
Enfim, é impossível em poucas linhas fazer uma análise perfeitamente eficaz da dinâmica geográfica do centro da capital do Estado, de maneira que nos limitamos ao que foi dito, baseando-nos numa análise desde os primórdios da região até dias mais atuais, onde o nível de complexidade atingido exige um estudo muito mais aprofundado e de maneira empírica para uma melhor compreensão de todos os fatores ali incidentes, como a pobreza, o transito, o comércio, o empreendedorismo, a poluição, dentro muitos outros.
Analisando a Cidade de São Paulo a partir do seu centro histórico, observamos que, não foi ao acaso que a missão dos Jesuítas se instalou naquela região.
Historiadores afirmam que a “Companhia de Jesus”, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalaram a serra do mar fugindo de tribos indígenas litorâneas e um ano mais tarde chegaram ao planalto Piratininga onde encontraram um lugar de ar frio e temperado como na Europa, pode-se observar que é uma área privilegiada, pois está entre rios importantes para aquela época(Anhangabaú e Tamanduateí) fazendo com que eles se tornassem uma segurança natural contra invasões.
Longe do litoral com solo naturalmente inadequado para o cultivo de produtos de exportação a Vila ficou estagnada e isolada economicamente durante o período da colonização. Sendo apenas um centro religioso, por isso, observa-se que ao redor do Pátio do Colégio, onde foi fundada a vila, uma concentração significativa de Igrejas em um perímetro relativamente curto para os dias de hoje, das mais diferentes ordens, entretanto todas cristã-católicas.
Saltando historicamente para a data de 1870, com o avanço do café a colina onde hoje corresponde ao centro velho reunia e supria todas as necessidades das mais variadas funções e abrigava a maior parte da população, posteriormente o advento ferroviário entre 1867 e 1875 a ampliação urbana cresceu assustadoramente, ultrapassando a acrópole histórica paulistana com a expansão e consolidação das vias novas ou revitalização das já existentes.
A notória diferença socioeconômica dada pela especulação imobiliária das elites paulistanas que fizeram das regiões sul, sudoeste e oeste as mais favorecidas, topograficamente mais viáveis; deixando a região norte e leste com as ferrovias e a várzeas inundáveis que só se desvalorizavam, tornando uma região altamente voltada à moradia popular e a industrialização. A dialética entre sul/oeste e norte/leste estão presente diretamente representados entre ricos e pobres, valorizados e desprestigiados da área central predominante até hoje.
Em 1890 intensificou as políticas de “saneamento” que tendiam a expulsão de moradores indesejáveis como mendigos, cortiços, operários e prostituição.“A Lei Municipal 498, de 28 de agosto de 1899, estabeleceu prescrições para construção de casas operárias, com padrões mínimos de habitabilidade e isenção de impostos, fora do perímetro urbano central.” Trazendo novamente as elites ao centro.
O crescente tráfego e novos padrões estéticos espaciais inspirados nos bulevares parisienses, as ruas do atual centro antigo foram alargadas e niveladas, entre 1895 e 1930 revigorando o desempenho do “triângulo” da rua direita, ria São Bento e Quinze de Novembro.
Organizado e saneado com incentivos fiscais o centro torna-se lugar atrativo ao possuidores de capitais agroexportador.
Com o pós-guerra a acrópole paulistana não comportava mais no perímetro do seu “triangulo” as pressões dos avanços capitalistas. Houve então a expansão para “novas” centralidades, e a estruturação capaz para suportar a nova fase socioeconômica que atravessa a cidade.
Fatos marcantes foram a verticalização da colina central que já não comportava mais as escalas estéticas européias, os primeiros “arranha-céus”: Sampaio Moreira, Martinelli, Saldanha Marinho e outros.
O alargamento de avenidas como 9 de julho e Xavier Toledo e a substituição de um novo viaduto do Chá por uma estrutura de maior capacidade, esse plano tinha como finalidade “estrurar uma expansão do centro em grande escala, por meio de um anel viário formado por largas avenidas circundando o centro histórico sem penetrá-lo, articulando artérias radiais que acessariam os diferentes quadrantes da cidade.” (Maia, Francisco P.1930).
Enfim, é impossível em poucas linhas fazer uma análise perfeitamente eficaz da dinâmica geográfica do centro da capital do Estado, de maneira que nos limitamos ao que foi dito, baseando-nos numa análise desde os primórdios da região até dias mais atuais, onde o nível de complexidade atingido exige um estudo muito mais aprofundado e de maneira empírica para uma melhor compreensão de todos os fatores ali incidentes, como a pobreza, o transito, o comércio, o empreendedorismo, a poluição, dentro muitos outros.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Bacias Sedimentares e Vulcanismo de Fissura
•As bacias sedimentares constituem 64% do território brasileiro
Bacias sedimentares são regiões que, durante um determinado período, sofrem lento abatimento (ou subsidência), gerando uma depressão que é preenchida por sedimentos. Esses sedimentos podem ser formados por materiais de três tipos principais: fragmentos originados pela erosão das áreas elevadas e transportados para a bacia por rios, geleiras ou ventos; materiais precipitados em corpos d'água dentro da bacia, anteriormente transportados como íons em solução; e estruturas que fizeram parte de corpos de animais ou plantas, como fragmentos de conchas, ossos, ou recifes de corais inteiros.
O termo bacia sedimentar é usado para se referir a uma área geográfica que exibe uma depressão em decorrência da subsidência do terreno, formando uma grande bacia que recebe os sedimentos provenientes das áreas altas que a circundam, os quais vão se acumulando e a medida que vão sendo soterrados, são submetidos a um aumento de pressão e temperatura, iniciando o processo de litificação, formando uma sucessão de estratos de rochas sedimentares.
O registro sedimentar dessas áreas é geralmente composto por um espesso pacote sedimentar no seu interior, o qual diminui de espessura ao se aproximar das bordas da bacia e apresentam camadas de rochas que mergulham da periferia para o centro.
As bacias sedimentares preservam um registro detalhado do ambiente e dos processos tectônicos que deram forma à superfície da Terra através do tempo geológico. Também servem como importante repositório de recursos naturais, tais como água subterrânea, petróleo e recursos minerais diversos
As rochas sedimentares são derivadas de restos e detritos de outras rochas pré-existentes. O intemperismo faz com que as rochas Magmáticas, Metamórficas ou Sedimentares estejam constantemente sendo alteradas. O material resultante é transportado pela água, vento ou gelo e finalmente depositado como um sedimento. Deve haver então, uma compactação ou cimentação do material para ele se transformar em uma rocha sedimentar.
No Brasil, existem bacias sedimentares de grande e de pequena extensão
•de grande extensão: a Amazônica, do Parnaíba – chamada também de Meio-Norte -, a do Paraná ou Paranaica e a Central.
•de menor extensão: do Pantanal Mato-Grossense, do São Francisco ou Sanfranciscana (esta muito antiga), do Recôncavo Tucano (produtora de petróleo) e a Litorânea.
As bacias sedimentares do Brasil datam do Paleozóico, do Mesozóico e do Cenozóico. As bacias sedimentares como a do Pantanal Mato-Grossense, litorâneas e de trechos que margeiam os rios da bacia hidrográfica Amazônica são do Cenozóico.
Vulcanismo de fissura
As bacias sedimentares do Brasil possuem camadas dispostas horizontalmente ou quase horizontalmente, fato que evidencia a ausência de movimentos importantes – como os tectonismos – desde remotos tempos geológicos. Entretanto, no fim da era Mesozóica, ocorreram movimentos da crosta que formaram fraturas, ou seja, fendas ou aberturas microscópicas ou macroscópicas que aparecem no corpo de uma rocha, principalmente em decorrência de forças tectônicas. Por essas fraturas ocorreu o escoamento de lavas básicas (lavas que podem percorrer grandes extensões), cobrindo grande extensão do sul do território brasileiro e da região de Poços de Caldas e Araxá (MG).
Uma vez consolidadas, essas lavas resultantes do vulcanismo deram origem a rochas (destacando-se os basaltos e os diabásicos) e a diversos diques, ou seja, intrusões magmáticas em forma alongada nas camadas da crosta terrestre, onde se solidifica.
bibliografia:
•Eduardo Frigoletto
•http://www.igc.usp.br/geologia/bacias_sedimentares.php - Prof. Renato Paes de Almeida
aprendeu?
nem me importo!
bj me liga!
Bacias sedimentares são regiões que, durante um determinado período, sofrem lento abatimento (ou subsidência), gerando uma depressão que é preenchida por sedimentos. Esses sedimentos podem ser formados por materiais de três tipos principais: fragmentos originados pela erosão das áreas elevadas e transportados para a bacia por rios, geleiras ou ventos; materiais precipitados em corpos d'água dentro da bacia, anteriormente transportados como íons em solução; e estruturas que fizeram parte de corpos de animais ou plantas, como fragmentos de conchas, ossos, ou recifes de corais inteiros.
O termo bacia sedimentar é usado para se referir a uma área geográfica que exibe uma depressão em decorrência da subsidência do terreno, formando uma grande bacia que recebe os sedimentos provenientes das áreas altas que a circundam, os quais vão se acumulando e a medida que vão sendo soterrados, são submetidos a um aumento de pressão e temperatura, iniciando o processo de litificação, formando uma sucessão de estratos de rochas sedimentares.
O registro sedimentar dessas áreas é geralmente composto por um espesso pacote sedimentar no seu interior, o qual diminui de espessura ao se aproximar das bordas da bacia e apresentam camadas de rochas que mergulham da periferia para o centro.
As bacias sedimentares preservam um registro detalhado do ambiente e dos processos tectônicos que deram forma à superfície da Terra através do tempo geológico. Também servem como importante repositório de recursos naturais, tais como água subterrânea, petróleo e recursos minerais diversos
As rochas sedimentares são derivadas de restos e detritos de outras rochas pré-existentes. O intemperismo faz com que as rochas Magmáticas, Metamórficas ou Sedimentares estejam constantemente sendo alteradas. O material resultante é transportado pela água, vento ou gelo e finalmente depositado como um sedimento. Deve haver então, uma compactação ou cimentação do material para ele se transformar em uma rocha sedimentar.
No Brasil, existem bacias sedimentares de grande e de pequena extensão
•de grande extensão: a Amazônica, do Parnaíba – chamada também de Meio-Norte -, a do Paraná ou Paranaica e a Central.
•de menor extensão: do Pantanal Mato-Grossense, do São Francisco ou Sanfranciscana (esta muito antiga), do Recôncavo Tucano (produtora de petróleo) e a Litorânea.
As bacias sedimentares do Brasil datam do Paleozóico, do Mesozóico e do Cenozóico. As bacias sedimentares como a do Pantanal Mato-Grossense, litorâneas e de trechos que margeiam os rios da bacia hidrográfica Amazônica são do Cenozóico.
Vulcanismo de fissura
As bacias sedimentares do Brasil possuem camadas dispostas horizontalmente ou quase horizontalmente, fato que evidencia a ausência de movimentos importantes – como os tectonismos – desde remotos tempos geológicos. Entretanto, no fim da era Mesozóica, ocorreram movimentos da crosta que formaram fraturas, ou seja, fendas ou aberturas microscópicas ou macroscópicas que aparecem no corpo de uma rocha, principalmente em decorrência de forças tectônicas. Por essas fraturas ocorreu o escoamento de lavas básicas (lavas que podem percorrer grandes extensões), cobrindo grande extensão do sul do território brasileiro e da região de Poços de Caldas e Araxá (MG).
Uma vez consolidadas, essas lavas resultantes do vulcanismo deram origem a rochas (destacando-se os basaltos e os diabásicos) e a diversos diques, ou seja, intrusões magmáticas em forma alongada nas camadas da crosta terrestre, onde se solidifica.
bibliografia:
•Eduardo Frigoletto
•http://www.igc.usp.br/geologia/bacias_sedimentares.php - Prof. Renato Paes de Almeida
aprendeu?
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terça-feira, 10 de junho de 2008
pense o espaço!
Saber pensar o espaço e nele viver sabendo lidar com as mais diversas questões, é, entre outras, o papel de um geógrafo, mas para chegar a essa conclusão houve a necessidade de vários séculos para o seu desenvolvimento. Na Grécia antiga, os gregos como Aristóteles, Tales de Mileto, Heródoto entre outros já faziam geografia com registro de cartas cartaguises.
Com o passar dos séculos a a geografia foi aprimorando-se cada vez mais, entretanto, a geografia tornou-se uma disciplina universitária a partir do séc XVIII, no contexto do Iluminismo e concomitante com as revoluções burguesas e a consolidações de Estados.
Exemplo que afirma esta tese é o explorador-pesquisador Alemão Humboldt, pioneiro da geografia moderna, através de suas viagens, fazia descrições empiricas sobre a paisagem, documentos e registros baseados em comparações importantes para a época e inaugura conceitos concretos da geografia sob a corrente teórica do positivismo de Comte.
Na formulação do Estado Alemão surge um notável protagonista, Freidrich Ratzel, que exerceu um papel fundamental ao criar e evidenciar o conceito de território, positivista, tinha uma visão determinista que diz: "O homem é produto do espaço" influenciado também por evolucionismo de C. Darwin, entretanto, não o que se diz respeito a mutações.
Completando e não anulando comomuitos enchergam, Paul Vidal de la Blache aparece na França, também positivista, entrentanto, possibilista que acreditava: "o espaço é produto do homem", estudou o espaço dividindo em regiões, sistematizou o espaço, o homem e suas relações: "O espaço é conjunto indissociável de ações e sistema de objeto"(sujeito-espaço-relação)
Uma outra Escola que aparece é o anarquismo, na França com Reclus e Prudhon e na Russia dos Tzares com Piort Kropotkin, ácratas, acreditavam na ausência do Estado e das Leis que o legitimam, assim, a sociedade se organizaria através do respeito mutuo, a educação como ferramenta de redução da desigualdade social e a divisão do trabalho e da terra.
Com o passar dos anos, tentaram revolucionar a geografia formando a nova geografia[new geographic] nos E.U.A, fazendo uma nova leitura positivista apoiando-se na matemática, sobre tudo na estatistica. Toda via, paulatinamente aparece a geografia crítica, ligada a geopolítica e a questão social apoiando-se na ideologia marxista, materialismo-histórico-dialético: Yves Lacoste faz a epistemologia da geografia no livro " Geografia, isso serve em primeiro lugar para fazer a guerra." que divide a geografia em duas, a do Estado-maior e a geografia dos professores.
Há três geocriticos que merecem atenção especial: D. Harvey; no Brasil, Josué De Castro e Milton Santos.
Harvey, apesar de Britânico, consolidou sua carreira nos E.U.A, docente de JHU, em 1971 ajudou a deslanchar a geocrítica, Harvey, contemporâneo a Bush e Blair, acredita que a geografia é arma vital na luta contra o neoimperialismo.
Josué De Castro, médico-geografo-sociologo, reconhecido como cidadão do mundo, desmáscara a fome no Brasil com o Livro "geografia da fome" mapeia regionalizando os diferentes tipos de miséria e fome, sobre tudo no nordeste,
Milton Santos, premiadissimo e reconhecido globalmente, primeiro brasileiro a conquistar Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud, Paris, 1994 – mais conhecido como o "Prêmio Nobel da Geografia, ele pensou o espaço e nele suas desigualdades sociais, tendo seu próprio Pensamento, Milton Santos desenvolve uma filosofia na geografia.
Esse são os principais e mais influêntes pensadores da geografia.
Com o passar dos séculos a a geografia foi aprimorando-se cada vez mais, entretanto, a geografia tornou-se uma disciplina universitária a partir do séc XVIII, no contexto do Iluminismo e concomitante com as revoluções burguesas e a consolidações de Estados.
Exemplo que afirma esta tese é o explorador-pesquisador Alemão Humboldt, pioneiro da geografia moderna, através de suas viagens, fazia descrições empiricas sobre a paisagem, documentos e registros baseados em comparações importantes para a época e inaugura conceitos concretos da geografia sob a corrente teórica do positivismo de Comte.
Na formulação do Estado Alemão surge um notável protagonista, Freidrich Ratzel, que exerceu um papel fundamental ao criar e evidenciar o conceito de território, positivista, tinha uma visão determinista que diz: "O homem é produto do espaço" influenciado também por evolucionismo de C. Darwin, entretanto, não o que se diz respeito a mutações.
Completando e não anulando comomuitos enchergam, Paul Vidal de la Blache aparece na França, também positivista, entrentanto, possibilista que acreditava: "o espaço é produto do homem", estudou o espaço dividindo em regiões, sistematizou o espaço, o homem e suas relações: "O espaço é conjunto indissociável de ações e sistema de objeto"(sujeito-espaço-relação)
Uma outra Escola que aparece é o anarquismo, na França com Reclus e Prudhon e na Russia dos Tzares com Piort Kropotkin, ácratas, acreditavam na ausência do Estado e das Leis que o legitimam, assim, a sociedade se organizaria através do respeito mutuo, a educação como ferramenta de redução da desigualdade social e a divisão do trabalho e da terra.
Com o passar dos anos, tentaram revolucionar a geografia formando a nova geografia[new geographic] nos E.U.A, fazendo uma nova leitura positivista apoiando-se na matemática, sobre tudo na estatistica. Toda via, paulatinamente aparece a geografia crítica, ligada a geopolítica e a questão social apoiando-se na ideologia marxista, materialismo-histórico-dialético: Yves Lacoste faz a epistemologia da geografia no livro " Geografia, isso serve em primeiro lugar para fazer a guerra." que divide a geografia em duas, a do Estado-maior e a geografia dos professores.
Há três geocriticos que merecem atenção especial: D. Harvey; no Brasil, Josué De Castro e Milton Santos.
Harvey, apesar de Britânico, consolidou sua carreira nos E.U.A, docente de JHU, em 1971 ajudou a deslanchar a geocrítica, Harvey, contemporâneo a Bush e Blair, acredita que a geografia é arma vital na luta contra o neoimperialismo.
Josué De Castro, médico-geografo-sociologo, reconhecido como cidadão do mundo, desmáscara a fome no Brasil com o Livro "geografia da fome" mapeia regionalizando os diferentes tipos de miséria e fome, sobre tudo no nordeste,
Milton Santos, premiadissimo e reconhecido globalmente, primeiro brasileiro a conquistar Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud, Paris, 1994 – mais conhecido como o "Prêmio Nobel da Geografia, ele pensou o espaço e nele suas desigualdades sociais, tendo seu próprio Pensamento, Milton Santos desenvolve uma filosofia na geografia.
Esse são os principais e mais influêntes pensadores da geografia.
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