Será? duvido e muito !

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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Cidade de São Paulo a partir do seu centro histórico

Problematizar e analisar o tema das desigualdades no espaço intra-urbano do centro da capital paulista. Em um primeiro momento, e de maneira empírica, através do trabalho de campo realizado no no XV - Encontro Nacional dos Geógrafos, ENG de 2008, consultamos artigos em arquitetura e urbanismo (CONSTRUÇÃO E DESCONSTRUÇÃO DO CENTRO PAULISTANO – Campos, Cândido Malta), entre outras fontes como Wikipédia. Mais restrito estiveram presentes às questões relacionadas ao contexto histórico e do desenvolvimento e suas resultantes como processo de produção do espaço urbano central.

Analisando a Cidade de São Paulo a partir do seu centro histórico, observamos que, não foi ao acaso que a missão dos Jesuítas se instalou naquela região.

Historiadores afirmam que a “Companhia de Jesus”, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalaram a serra do mar fugindo de tribos indígenas litorâneas e um ano mais tarde chegaram ao planalto Piratininga onde encontraram um lugar de ar frio e temperado como na Europa, pode-se observar que é uma área privilegiada, pois está entre rios importantes para aquela época(Anhangabaú e Tamanduateí) fazendo com que eles se tornassem uma segurança natural contra invasões.

Longe do litoral com solo naturalmente inadequado para o cultivo de produtos de exportação a Vila ficou estagnada e isolada economicamente durante o período da colonização. Sendo apenas um centro religioso, por isso, observa-se que ao redor do Pátio do Colégio, onde foi fundada a vila, uma concentração significativa de Igrejas em um perímetro relativamente curto para os dias de hoje, das mais diferentes ordens, entretanto todas cristã-católicas.

Saltando historicamente para a data de 1870, com o avanço do café a colina onde hoje corresponde ao centro velho reunia e supria todas as necessidades das mais variadas funções e abrigava a maior parte da população, posteriormente o advento ferroviário entre 1867 e 1875 a ampliação urbana cresceu assustadoramente, ultrapassando a acrópole histórica paulistana com a expansão e consolidação das vias novas ou revitalização das já existentes.

A notória diferença socioeconômica dada pela especulação imobiliária das elites paulistanas que fizeram das regiões sul, sudoeste e oeste as mais favorecidas, topograficamente mais viáveis; deixando a região norte e leste com as ferrovias e a várzeas inundáveis que só se desvalorizavam, tornando uma região altamente voltada à moradia popular e a industrialização. A dialética entre sul/oeste e norte/leste estão presente diretamente representados entre ricos e pobres, valorizados e desprestigiados da área central predominante até hoje.

Em 1890 intensificou as políticas de “saneamento” que tendiam a expulsão de moradores indesejáveis como mendigos, cortiços, operários e prostituição.“A Lei Municipal 498, de 28 de agosto de 1899, estabeleceu prescrições para construção de casas operárias, com padrões mínimos de habitabilidade e isenção de impostos, fora do perímetro urbano central.” Trazendo novamente as elites ao centro.

O crescente tráfego e novos padrões estéticos espaciais inspirados nos bulevares parisienses, as ruas do atual centro antigo foram alargadas e niveladas, entre 1895 e 1930 revigorando o desempenho do “triângulo” da rua direita, ria São Bento e Quinze de Novembro.
Organizado e saneado com incentivos fiscais o centro torna-se lugar atrativo ao possuidores de capitais agroexportador.

Com o pós-guerra a acrópole paulistana não comportava mais no perímetro do seu “triangulo” as pressões dos avanços capitalistas. Houve então a expansão para “novas” centralidades, e a estruturação capaz para suportar a nova fase socioeconômica que atravessa a cidade.
Fatos marcantes foram a verticalização da colina central que já não comportava mais as escalas estéticas européias, os primeiros “arranha-céus”: Sampaio Moreira, Martinelli, Saldanha Marinho e outros.

O alargamento de avenidas como 9 de julho e Xavier Toledo e a substituição de um novo viaduto do Chá por uma estrutura de maior capacidade, esse plano tinha como finalidade “estrurar uma expansão do centro em grande escala, por meio de um anel viário formado por largas avenidas circundando o centro histórico sem penetrá-lo, articulando artérias radiais que acessariam os diferentes quadrantes da cidade.” (Maia, Francisco P.1930).

Enfim, é impossível em poucas linhas fazer uma análise perfeitamente eficaz da dinâmica geográfica do centro da capital do Estado, de maneira que nos limitamos ao que foi dito, baseando-nos numa análise desde os primórdios da região até dias mais atuais, onde o nível de complexidade atingido exige um estudo muito mais aprofundado e de maneira empírica para uma melhor compreensão de todos os fatores ali incidentes, como a pobreza, o transito, o comércio, o empreendedorismo, a poluição, dentro muitos outros.

1 comentários:

Adriano Veríssimo disse...

Valeu comment!

Puxa teu canto é mto bacana...

Adoro falar e ler sobre Sampa, acho que deu pra perceber neh!?

grande abraço

= )