Um fenômeno presente em todo o mundo principalmente a partir da revolução industrial, a urbanização é, sem duvidas, uma realidade em todos os países.
No Brasil, de inicio um pais marjoritariamente agrário, o desenvolvimento de estruturas urbanas deu-se de maneira peculiar perante a realidade da América Latina. Com carater policefálico tanto por sua extensão terrorial quanto pela sua diversidade sócio-cultural que "durante muitos séculos, um grande arquipelogo formado por subespaços segundo a lógica própria"(Santos 1993, p26) houve essa diferenciação.
O pais desenvolveu-se ao longo de séculos com vários centros urbanos que oscilavam a importância urbana/econômica (de acordo com ciclos), mas nunca havendo um único centro, por exemplo: a primeira rede urbana das Américas, formada, junto com a capital baiana, por Cachoeira, Santo Amaro e Nazaré(Santos 1993, p. 17)
Outro carater importante da urbanização(pretérita, segundo Santos) é "a cidade torna-se locus da regulação do que se faz no campos"(Santos 1993, p.52) da mais distintas maneiras desde a produção industrial básica até a produção intelectual, desenvolvendo o campo "tudo isso faz com que a cidade local deixe de ser no campo e se transforma na cidade do campo"(Santos 1993, p.52) uma vez que o campo cada vez mais cientifico e consumidor desenvolve-se uma relação de consumo simbiótico (não menos contraditório) com a cidade.
O consumo produtivo rural não se adapta as cidades, mas, ao contrário, às adapta. esta são chamadas a dar respostas particulares às necessidades das produções particulares, e daí a maior diferenciação entre as cidades. (Santos 1993, p. 56)
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